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O livro serviu ao longo do tempo (especialmente com o advento da imprensa de Guttenberg), para "disseminar" uma certa organização sequencial, tanto do conhecimento, como da história, bem como da maneira como as próprias narrativas são construídas e percebidas (talvez com mais incidência na cultura ocidental). Da esquerda para a direita, de cima para baixo, de trás para a frente.
Este projecto partiu da ideia de confrontar/questionar alguns destes aspectos ligados ao Livro, enquanto "objecto" contentor de "dados" e enquanto conceito/tecnologia, que normalmente obedece a um conjunto de regras e pressupostos, tanto na sua concretização material, como (na maioria dos casos) na estruturação dos conteúdos e até no modo como é experienciado - física e digitalmente.
O que é o livro Hoje? Como e quando é que pegamos num livro? Será o "e-book" realmente um "e-book"? Como é que se lê um "e-book"?
Um dos factores que me pareceu incontornável, foi o Tempo/Duração. O tempo que leva a "fazer" um livro/objecto; escolher o papel, fazer cadernos, prensar, cortar, coser com agulha e linha, colar, prensar… O tempo que demora a escrever um livro - Orhan Pamuk, no discurso que proferiu ao receber o Prémio Nobel da Literatura, em 2006, referiu-se à actividade do escritor como analogia ao ditado popular turco "cavar um poço com uma agulha". O tempo que leva a ler um livro; ler muitos outros livros antes, pegar, capa, título, abrir, página a página, fim, fechar, por na estante… Para além de referências temporais específicas das narrativas ou da sua "localização na linearidade cronológica da Histórica"…
A relevância (bem como a dependência) da duração torna-se ainda mais evidente nos actuais meios "electrónicos" de produção e disseminação da informação, tornando-se até, por vezes aparentemente conflituosa. Como quando temos que ler um pdf de duzentas páginas no monitor luminoso… hmmm…
Tudo o que aparece no monitor, é esperado com um certo grau de imediatez. Obviamente isto não funciona com os ditos "e-livros", porque é preciso lê-los na mesma e isso demora tempo… tempo e sequencialidade que não se encaixam num "environment" rizomático de fragmentação e acesso instantâneo.
Foi precisamente esta questão da imediatez, que me pareceu pertinente por em evidência. Não só como modo de abordar ou de confrontar processos inerentes à produção, transmissão e apreensão de informação, mas também como ponto de partida para potenciais abordagens narratívicas desses processos, ou geradas por eles.
F S

The book served over time (especially with the advent of the Guttenberg press), to "disseminate" a certain sequential organization of both knowledge and history, as well as how narratives are constructed and perceived (perhaps with highest incidence in Western culture). From left to right, top to bottom, back to front.
This project start with the idea of confronting / questioning some aspects of the book as a "data" container "object" and as a concept / technology, which usually follows a set of rules and assumptions, both in its material realization, as (in most cases) in the structuring of content and even in how it is experienced - physical and digitaly.
What is a book today? How and when do we pick up a book? Is the e-book really an "e-book"? How do you read an e-book?
One factor that seemed inevitable, was the Time / length. The time it takes to "make" a book / object; choose paper, press, cut, sew with needle and thread, glue, pressing ... The time it takes to write a book - in his speech upon receiving the Nobel Prize for Literature in 2006, Orhan Pamuk referred to the activity of the writer as an analogy to the Turkish proverb "dig a well with a needle." The time it takes to read a book and to read many books before, pick up, cover, title, open, page by page, close, put on the shelf ... Beyond narrative specific timeframes or their location in the History's chronological linearity…
The relevance (and dependence) of duration, becomes even more evident in the production and dissemination of information on the current media, making it sometimes even seemingly conflicting. Like when we have to read a pdf of two hundred pages on a bright screen... hmmm ...
Everything that appears on the monitor, is expected with immediacy. Obviously this does not work with the so-called "e-books", because you have to read them any way... and that takes time and connections that do not easely fit in a rhizome environment of fragmentation and instant access.
It was precisely this question - immediacy that seemed relevant to evidence. Not only as a way to address or confront processes involved in production, transmission and assimilation of information, but also as a starting point for potential diferent narrative approaches to these processes, or generated by them.





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