built with Indexhibit

150 x 100 cm

 

200 x 75 cm

 

200 x 75 cm

 

150 x 100 cm (cada)


“O signo característico da globalidade estabelecida é o estado de vizinhança forçada com inúmeros coeficientes de acaso. A melhor maneira de definir esse estado de facto consiste em utilizar o termo topológico de densidade. Numa asserção sobre a densidade, descreve-se o grau da pressão de coexistência entre partículas e agentes.”

in “Palácio de Cristal”, Peter Sloterdijk. 2008 (pg: 192)

 

70 x 50 cm (cada)

 

42 x 29 cm (cada)

 

29 x 21 cm (cada)

 

Estes desenhos constituem um certo contraponto aos assuntos e direcções abordadas em LASTRO, de uma outra forma, mas sob os mesmos princípios da procura de equilíbrios/desequilibrios - relações - entre "cargas", "contentores", rotas. E como isso se pode manifestar em contextos duais de exterior/interior; doméstico/público; presença/ausência; apropriação/abandono; o indivíduo no atelier/o resto lá fora.
Em “LASTRO” os trabalhos direccionaram-se mais para o que nos rodeia, o que levamos de uns sítios para os outros e esses sítios. Aqui, a focagem incidiu nas pessoas, os agentes. Rodeadas de neutralidade.
A opção inicial de usar vídeos da Net, como gatilho e como mediação assumida entre mim e as multidões, prendeu-se com factores de facilidade de acesso (talvez até algum comodismo) - a possibilidade de por uma multidão em “loop”, durante todo o desenho, que me permitisse perceber melhor os rítmos, direcções, o burburinho gestual, as “convulsões” no seu todo.
Mas também com a relação que pode ser estabelecida com a forma como encaramos os media (neste caso o vídeo, a tv, a net) - escotilhas de observação “segura”, à distância, do(s) outro(s).
A mancha directa e imediata, “individualizada” e constituinte do todo. Tal como acontece (n)uma multidão.
F S

These drawings are a certain counterpoint to the matters and directions addressed in BALLAST, in a different way, but under the same principles of balance/unbanlance - relations - between "cargo", "containers", routes. And how does that may manifest in dual contexts of indoor / outdoor, domestic / public, presence / absence; appropriation / abandonment; the guy in the studio / the rest out there.
In "BALLAST" works are more directed to what surrounds us, what we take from place to place and such places. Here, the focus was on people, the agents. Surrounded by neutrality.
The initial choice to use videos from the Net, as a trigger and as an assumed mediator between me and the crowds, it was held to factors of easy access (and perhaps some laziness) - the possibility of a crowd in a loop throughout the draw, which allowed me to better understand the rhythms, directions, the gestural bus, the "convulsions" as a whole. But also with the relationship that could be established with the way we see the media (in this case video, tv, net) - "safe" observation hatches, at distance.
The direct and immediate stain, "individualized" and constituting the whole. As happens (in) a crowd.