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A contemplação não é mais vista como “meio” de conhecer e compreender o real, mas sim como um hobby, um luxo, turismo, ... ou outra coisa.
Não sei até que ponto os "media" condicionam este afastamento, mas... parece improvável que alguém fique durante 10 minutos (600 segundos) a olhar para uma paisagem “parada” na televisão, sem ficar entediado...
Procuramos cada vez mais fragmentar, especificar e compartimentar a informação que percepcionamos e encaramos isso como o modo “natural” de conhecer e compreender o real (...ciência, noticiários,...). Todos querem informação sintetizada, simplificada e acessível imediatamente.
As pessoas moldam as suas vidas com base em padrões “televisivos”. Adoptam-se comportamentos “telenovélicos” e espera-se que o sucesso caia do céu e rápido!
Os espaços onde nos movemos, são encarados como cenários, ecrãs. E as coisas desses espaços não são “realmente” coisas. São adereços desses cenários, que estão ali para servir a nossa brilhante actuação!... O observador é agora mediador, mediado e mediação.
É essa constante, omnipresente e multi- direccional mediação que nos atinge e com que atingimos. Que é o mesmo que dizer: ... com que dialogamos.
O pretendido aqui é essa possibilidade de diálogo/confronto circular entre real e representação. Mediação e Comtemplação. A fragmentação como sintetizadora (e também deturpadora) da informação, mas também como potenciadora de micro narrativas, que nascem da desconstrução, da reorganização e do imediato.
FS

Contemplation is no longer seen as a "medium" to know and understand the real, but as a hobby, a luxury, tourism ... or something else.
I do not know how far this deviation was caused by the "media", but ... seems unlikely that anyone stand for 10 minutes (600 seconds), looking at a "static" landscape on television, without getting bored ...
We increasingly seek to fragment, specify and compartmentalize the information we perceive and face it as the "natural" way to know and understand the real ( science, news, ...). Everyone wants summarized information, simplified and immediately accessible.
People shape their lives based on "television" standards. Novel behaviors are adopted and it is hoped that suddenly, the success come fall from the sky!
The places where we move, are viewed as sets, screens. And things from such spaces are not "real" things, but props. They are there to serve our brilliant performance! ...The observer is now the medium, mediated and the mediation itself.
It is this constant, ubiquitous and multi-directional mediation that hits us and with which we hit others. That is to say: ... with which we dialogue.
The intended here is that possibility of circular dialogue/confrontation between real and representation. Mediation and contemplation. Fragmentation as a synthesizer (and a modifier) of information, but also as generator of micro-narratives that are born from the deconstruction, the reorganization and the immediate.